Os preços do ouro tocaram máximos de várias semanas antes de recuar, durante as negociações da manhã de terça-feira, mantendo-se atualmente ligeiramente acima do nível dos $3.350. Sinais de fadiga começam a surgir nos mercados financeiros, após um primeiro semestre marcado por elevada volatilidade. Os fatores subjacentes a esta instabilidade mantêm-se praticamente inalterados — incerteza contínua em torno das tarifas globais, tensões geopolíticas elevadas, perspectivas económicas pouco animadoras e crescentes preocupações fiscais nos Estados Unidos. Neste cenário, é expectável que o ouro continue a encontrar suporte acima do patamar dos $3.300. No entanto, o potencial de valorização poderá estar limitado, a curto prazo, por um renovado apetite pelo risco, à medida que os mercados ponderam a possibilidade de que as ameaças tarifárias mais extremas da administração Trump não se concretizem totalmente. Outro fator determinante na trajetória do ouro é o comportamento do dólar norte-americano, que continua intimamente ligado às expectativas sobre o rumo da política monetária da Reserva Federal. O consenso atual entre os investidores aponta para dois cortes de 25 pontos base nas taxas de juro até ao final do ano. Ainda assim, é pouco provável que haja maior clareza antes do verão, altura em que o impacto económico da incerteza atual poderá começar a refletir-se em menor crescimento e maior inflação. Caso este cenário se confirme, poderá verificar-se um regresso à volatilidade nos mercados durante a segunda metade do ano — um contexto que tenderia a favorecer novas subidas no preço do ouro.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
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